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Reforma da Previdência 2019: o que muda na nossa aposentadoria
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Previdência Pública | 01/03/2019 | 16:03:41
Reforma da Previdência 2019: o que muda na nossa aposentadoria
Sindbancários analisou a reforma da previdência e explica como ela mexe com a vida dos trabalhadores
 
 
A Reforma da Previdência foi apresentada ao Congresso no final de fevereiro de 2019. Do modo como foi construída pelo governo Bolsonaro, pode significar o fim da aposentadoria, já que só permite o pagamento de benefício integral para quem tiver mais de 40 anos de contribuição.
Também chamam atenção alguns detalhes no texto da Reforma que podem trazer significar uma alteração estrutural no regime de previdência brasileiro e até mesmo a sua privatização.

Resumo da Reforma da Previdência Social

Nova fórmula de cálculo reduz valor das aposentadorias

Hoje, o valor da aposentadoria é definido com base nos 80% maiores salários de contribuição, desprezando os 20% menores. A nova proposta, sem nenhuma regra de transição, vai levar em conta todos os salários, o que diminuirá automaticamente os benefícios.

Privatiza a previdência e deixa bancos administrarem a aposentadoria dos brasileiros

O Artigo 201-A institui um novo regime previdenciário, a partir de um regime de privatização. Mas esse artigo é um cheque em branco, pois pouco detalha o que acontecerá. Se a ideia é repetir a experiência do Chile, significa a privatização da previdência, levando o dinheiro das aposentadorias dos brasileiros para a administração dos bancos e outras empresas do sistema financeiro. Este artigo pode significar a privatização da previdência brasileira.

Obriga o brasileiro a trabalhar 40 anos para receber 100% do benefício

O brasileiro que quiser receber o valor da aposentadoria em valor integral vai precisar trabalhar quase até morrer (ou morrer trabalhando). Isso porque a Reforma define em 40 anos o tempo de contribuição mínima para o trabalhador se aposentar com 100% do benefício.

No caso, será possível se aposentar a partir de 20 anos de contribuição, recebendo apenas 60% da aposentadoria. Cada ano de contribuição a mais, equivale a um acréscimo de 2% no valor do benefício.

Desobriga a empresa a contribuir, derrubando o valor das aposentadorias

O Regime de Capitalização, que a Reforma quer instituir em seu artigo 201-A, desobriga as empresas a contribuírem para a aposentadoria dos funcionários. Hoje, as empresas não só descontam de 9 a 11% do salário bruto do trabalhador a título de INSS, como também contribuem com um percentual, que pode chegar a 20% do salário.

Com menos contribuição, os valores das aposentadorias devem ficar 50% menores dentro do regime de capitalização.

Idosos miseráveis só receberão salário-mínimo aos 70 anos

Os mais necessitados serão atingidos em cheio pela Reforma da Previdência. Uma das mudanças propostas é diminuir para meio salário mínimo o benefício para idosos miseráveis com mais de 60 anos. Somente receberão um salário aqueles poucos que conseguirem sobreviver.

Aumenta o desemprego entre os jovens

Ao obrigar o brasileiro a ter 40 anos de contribuição para receber aposentadoria integral e ter idade mínima de 62 (mulheres) e 65 anos (homens) para se aposentar, o governo vai dificultar a entrada dos mais jovens no mercado de trabalho. Hoje, o desemprego entre brasileiros com menos de 24 já é o dobro da taxa média. O que vai ficar pior ao forçar o brasileiro a passar mais tempo trabalhando.
 
Fonte: Sindbancários Porto Alegre e Região
 
 
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