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Ato em defesa da Caixa faz alerta para riscos de privatização da Lotex e para importância do banco 100% público
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Sindicatos | 30/11/2018 | 17:11:19
Ato em defesa da Caixa faz alerta para riscos de privatização da Lotex e para importância do banco 100% público
Bancários de todo o país protestam contra o fatiamento da Caixa em Dia Nacional de Luta.
 
 
Quem acha que a venda da Caixa em fatias ou toda para algum grupo financeiro privado brasileiro, chinês, estadunidense é invenção de uma meia-dúzia de dirigentes sindicais precisa prestar mais atenção nos sinais. Um deles e dos mais evidentes é que o governo Temer prepara a venda da Lotex, empresa de loterias do único banco 100% público do país, como parceiro do governo eleito. Então, o adiamento do leilão que ocorreria na quinta-feira, 29/11, não significa desistência. Entendamos como um adiamento quem sabe até para os próximos dias ou mês.
 
Assista ao vídeo com imagens do ato em Porto Alegre:
 


Envolver a população e fazer um alerta sobre os efeitos de uma privatização em partes da Caixa esteve entre os motivos do Ato em Defesa da Caixa e contra a Venda da Lotex, realizado na quinta, 29/11, em frente ao Edifício-Sede Querência da Caixa, no Centro de Porto alegre. Mas há outros motivos para acreditarmos que a ameaça à Caixa segue, com efeitos sobre políticas públicas, enfim, sobre o bolso do povo trabalhador. O presidente cotado para assumir a Caixa no ano que vem é Pedro Guimarães, um dos sócios do Banco Plural. Se tem algo que ele entende é de privatização. Seu banco ficou com ações do Banrisul em abril do ano passado, quando o governo do estado vendeu papéis na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo.

O presidente do SindBancários, Everton Gimenis, exaltou a importância da Caixa pública não apenas para os empregados do banco, mas também para o desenvolvimento do povo brasileiro e a estabilidade econômica do país. "A Caixa é o único banco 100% público. A importância de manter a Caixa pública é manter todos os programas sociais que passam pela Caixa”, avaliou Gimenis.

O Dia Nacional em Defesa da Caixa será também em defesa de todas as empresas públicas ameaçadas pela privatização, alerta o diretor do Sindicato e empregado da Caixa, Jaílson Bueno Prodes, ao anunciar que dia 6 de dezembro haverá mais uma manifestação nacional. "A Petrobras, o Banrisul, a CEEE, a Sulgás, a CEEE são todas empresas públicas com papel social que estão sendo entregues. No caso do Banrisul, a venda está associada a um acordo que vai aumentar a dívida pública do Estado”, acrescentou.

Estratégia de fatiamento

A diretora do SindBancários e empregada da Caixa, Caroline Heidner, explicou que o leilão da Lotex é mais uma etapa de uma estratégia de venda em partes da caixa. "Querem não só fazer uma concessão à iniciativa privada, mas para a iniciativa privada estrangeira, como os chineses. Fatiar os negócios mais rentáveis da Caixa é parte dessa estratégia de entregar o banco”, disse a dirigente.

Funcionária do Banrisul, a diretora da Fetrafri-RS, Denise Falkenberg Corrêa, lembrou a história de nascimento da Caixa há mais de um século. Surgiu para que escravos pudessem economizar ou fazer empréstimos para comprar a carta de alforria e se tornar livre. "Boa parte do patrimônio do nosso país já foi vendida. Aqui no nosso Estado, muito do patrimônio já foi vendido e o que isso ajudou na situação financeira? Venderam o patrimônio e a situação do Estado só piorou”, comparou.

O Banco do Brasil e as mazelas da pressão por vender o resto do patrimônio repercute na vida dos bancários nas agências e locais de trabalho. "Os colegas estão sofrendo perseguições. Há dificuldade em conseguir atender clientes. A privatização nunca vem para trazer melhorias. Vem para enriquecer meia-dúzia”, afirmou o diretor do Sindicato e funcionário do Banrisul, Rogério Rodrigues.

O diretor de comunicação da CUT-RS, Ademir Wiederkehr, também diretor do SindBancários, comparou o governo de Michel Temer (MDB), o do golpe de 2016, com a continuação da política entreguista que estará garantida a partir de 1º de janeiro, com a posse de Jair Bolsonaro (PSL-SP). "O governo Temer não veio para acabar com a corrupção como passou a conversa. Ele veio para entregar o patrimônio público. O governo eleito por fake news vem com uma ideologia ainda mais liberal”, alertou.

Aposentados vão sofrer ainda mais ataques

Aposentado em março do ano passado, o ex-dirigente do SindBancários e empregado da Caixa, Devanir Camargo, disse que o propalado deficit da Previdência Social é "uma falácia”. Segundo Devanir, bastava empresários e governo cumprirem a Constituição para que o Previdência fosse superavitária. "Esse anunciado novo presidente da Caixa é do Banco Plural. Vão botar a raposa para cuidar do galinheiro”, sentenciou.

Na mesma direção, o diretor do SindBancários e também empregado da Caixa, Tiago Pedroso, explica o valor da Caixa pelas políticas sociais que gere. "A privatização em partes da Caixa vai ocasionar a perda de recursos para políticas sociais, como aquelas que são aplicadas no desenvolvimento do esporte. A entrega da Caixa e do Banco do Brasil é mais um tiro no pé dos trabalhadores”, pontuou.

Diante de todas essas questões postas, o diretor da Contraf-CUT e empregado da Caixa, Gilmar Aguirre, tem um conselho certeiro para os trabalhadores brasileiros, aqueles que dependem direta ou indiretamente da Caixa. "A partir de janeiro, o povo brasileiro vai ter que estar junto com os trabalhadores das empresas públicas na defesa do patrimônio de todo o povo. Será o início da mais longa luta contra as privatizações”, ponderou Gilmar.
 
Abaixo, veja as fotos do dia de luta em defesa da Caixa em Porto Alegre e no interior.

Fonte: Imprensa SindBancários
 
 
 
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